Dragon’s Crown Pro – Análise

Se há algo pelo qual o estúdio nipónico Vanillaware é conhecido é pelo estilo visible muito característico das suas obras, normalmente inseridas no género de ação side-scroller e pontuadas pelos habituais elementos RPG. Depois de ter jogado e desfrutado de Odin Sphere Leifthrasir, agora é a vez de Dragon’s Crown, obra mais recente lançada na PlayStation 3 e PlayStation Vita, dar o salto para a atual consola caseira da Sony, oferecendo uma nova oportunidade a uma vasta legião de jogadores para a experimentar.

Embora o seu lançamento strange tenha se destacado mais pela celeuma gerada em volta da caracterização e pattern das suas personagens femininas do que propriamente pelos seus méritos enquanto experiência videojogável, o título foi, de uma forma geral, bem recebido por parte da crítica especializada e dos jogadores. Não foi por isso surpreendente quando a Atlus anunciou que ia trazer a obra até à PlayStation 4, moan a forma de Dragon’s Crown Pro.

Já se tratava de um jogo extremamente belo nas suas versões originais, pelo que o novo lançamento da obra trouxe muito pouco em termos de novidades e melhorias no departamento técnico. Para aqueles que têm uma PlayStation 4 Pro e uma televisão capaz de suportar a resolução 4K, os visuais que fazem o título parecer um quadro pintado a óleo em movimento saem ainda mais reforçados, com o colorido dos cenários, das personagens e dos seus ataques a proporcionar uma espetáculo visible maravilhoso.

A banda sonora foi igualmente retrabalhada e gravada por uma orquestra ao vivo para entregar as sonoridades pitorescas que dão vida a este mundo de fantasia recheado de monstros e magia, sabendo gerir bem os momentos de acalmia e os de ação mais intensa. Dito isto, é impossível não falar do departamento técnico da obra sem mencionar os ridículos designs de praticamente todas as personagens femininas que encontrarão na aventura. Não se trata apenas da sexualização exagerada, mas sim de em alguns momentos chegar a roçar o pornográfico. 

Sendo um jogo de ação com fortes elementos do género RPG, Dragon’s Crown Pro coloca várias classes à nossa disposição. Cada uma delas tem o seu próprio arsenal de movimentos e ataques, bem como equipamento específico – que pode ser adquirido com dinheiro obtido durante as missões ou diretamente durante as missões – e as suas próprias árvores de habilidades. A experiência do título passa muito pelo constante atualizar de equipamento e habilidades à medida que o nível da nossa personagem vai subindo e a exigência das missões também.

O combate propriamente dito é competente, mas, mais uma vez, é a espetacularidade visible do mesmo que mais se destaca. Existem aqui os elementos necessários para uma experiência de ação com mais profundidade, mas nunca senti grande necessidade de explorar todas as opções ao meu dispor para ultrapassar as missões.

Para além disso, as missões carecem também de alguma originalidade. Sim, existem alguns segmentos distintos como uma viagem num tapete voador ou uma batalha contra um Kraken a bordo de um navio, contudo, as missões quase sempre distinguem-se apenas pelos diferentes cenários.

Esse sentimento de repetição é adensado também pelo facto do jogo nos obrigar a realizar as mesmas missões mais que uma vez para elevarmos o nível da nossa personagem até aos valores recomendados. Mais do que alternar entre classes, algo que obrigará sempre a um grinding para elevar os seus níveis, é a componente cooperativa online e internal que mais contribui para mitigar essa sensação de repetição.

A inteligência synthetic dos companheiros é competente – e bastante prestável se porventura conseguirem ressuscitar um lutador com nível bastante higher ao da vossa personagem através da recolha de ossos durante as missões -, mas nada se compara a jogar com outras pessoas de carne e osso para reduzir ao máximo o dash que passamos a repetir as mesmas missões.

É, por isso, uma pena que o pattern esteja tão dependente desta repetição e não nos proporcione mais conteúdo original, fazendo com que esta obra seja bastante mais fácil de jogar em pequenos intervalos de tempo. Importa mencionar que, ao contrário das versões PlayStation 3 e PlayStation Vita, Dragon’s Crown Pro não faz parte da iniciativa cross-buy, embora possam transferir o vosso progresso entre as três versões e jogar com jogadores das três plataformas.

Também a história fica um pouco aquém do que poderia ter sido. Não só não consegue ser memorável, como faz muito pouco no sentido de nos manter motivados a continuar. Pejada de clichés do género de fantasia, a campanha coloca-nos no controlo de um grupo de guerreiros incumbidos com a tarefa de salvar um reino da sua destruição às mãos de um reino oponente à procura de utilizar um mítico dragão para concluir o seu objetivo.

Dragon’s Crown Pro está longe de ser brilhante, mas o seu departamento técnico poderá ser suficiente para captar a atenção dos jogadores. Uma experiência que se presta mais a curtas sessões de jogo do que a longas maratonas, a obra da Vanillaware sofre devido a um pattern que incentiva uma ciclo repetitivo que a sua jogabilidade não tem a capacidade necessária para suportar. Não é o melhor título do estúdio, mas satisfará certamente os fãs do género.

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