Dragon’s Crown Pro – Análise

Foi no final de 2013 que Vanillaware e a Atlus lançaram Dragon’s Crown no mercado, pouco dash antes da mudança de geração que iniciou o ciclo da PlayStation 4. O estúdio desenvolveu um RPG  de ação em 2D que revolucionou o género tornando-se num título quase indispensável para quem possuísse uma PlayStation 3 ou, por sua vez, uma PlayStation Vita.

Cinco anos se passaram desde então, e a Atlus pensou que fazia todo o sentido relançar o título na mais recente plataforma da Sony. Algo que realmente acaba por ter nexo visto a bottom de utilizadores da PlayStation 4 já ter passado os 80 milhões de usuários e muitos deles, por certo, não terem tido a oportunidade de experimentarem Dragon’s Crown na geração passada. Algo muito semelhante ao que aconteceu com Odin Sphere Leifthrasir, com a diferença deste ter recebido melhorias mais significativas nas suas versões remasterizadas.

Antes de começarmos a nossa aventura em Dragon’s Crown temos a oportunidade de escolher uma das seis personagens disponíveis, diferenciadas essencialmente pelo seu estilo de combate, sendo umas mais simples e outras com um maior nível de complexidade. Mas não te preocupes pois no menu de seleção aparece uma breve descrição particular de cada personagem indicando o seu nível de dificuldade. As abordagens das personagens são bastante diversificadas. Umas têm o seu ponto gift no combate corpo a corpo (recomendadas para os iniciantes no estilo), outras são personagens de suporte, chegando por fim aos magos e feiticeiros, que têm os seus ataques apoiados na magia e podem realizar combinações de golpes a uma maior distância dos seus adversários. Se jogarmos o jogo em modo cooperativo é interessante diversificarmos o nosso estilo de combate. Além deste leque diversificado no que toca às personagens, cada uma delas apresenta um enorme número de golpes disponíveis para  utilizar em combate, tendo também um ataque individual e único que te vai dar imenso jeito durante todo o progresso. O jogo dá-te a oportunidade de repetires um educational com as diferentes personagens para saberes, antes de começares a aventura, aquela com a qual te identificas mais e com a qual criaste um maior laço destrutivo.

À medida a que vamos avançando na história vamos tendo a possibilidade de obter novos itens e melhores equipamentos, assim como aprimoramentos de habilidades que vão  dar um ainda maior destaque à individuação de cada personagem tornando-a mais única com o desenrolar do jogo. Existe também a coleção de loot, que te vai manter desperto durante horas e horas, repetindo as mesmas masmorras para ir conseguindo recolher melhores materiais e ir subindo de nível, e se possível encontrar uma rota secreta. Foi algo que fez com que eu passasse horas de jogo a explorar, mesmo com o seu fator repetitivo, pois a diversão posta no jogo assim como a minha vontade de obter melhor equipamento foi muito higher a toda a falta de dash que pudesse ter no mundo. Neste ponto, fiquei rendido a Dragon´s Crown, talvez por não ter jogado a sua versão strange para a geração passada.

Não há também como fugir à emoção de jogar o jogo com alguém conhecido, ou seja, no modo cooperativo. É muito divertido jogar acompanhado da inteligência synthetic disponibilizada pela Atlus, mas mesmo assim não há nada como derrotarmos bosses gigantes com ajuda dos nossos amigos, e quanto melhor o jogo é, também melhor a experiência conseguida quando jogada em grupo. Algo que infelizmente não tive muito a oportunidade de fazer. Mas, quando o fiz, diverti-me à brava!

A ousadia da Atlus em produzir um jogo tão strange e único, a standard de Odin Sphere, encanta pela diferença assim como pela qualidade. Visualmente o jogo está excelente e com os recursos da PlayStation 4 Pro, ainda pode ficar relativamente melhor. Foi bom jogar algo tão diferente do que é ditado pelas tendências de uma indústria cada vez mais homogénea. Dragons’ Crown é a prova de que apostar no que é diferente por vezes é um risco bem assumido, porque haverá sempre público para experiências que fujam ao convencional, desde que, claro, tenham qualidade para tal.

Opinião Final:

Acredito que para quem já tenha tido acesso ao jogo na geração passada, esta mais recente versão de Dragon´s Crawn possa não ter muito a oferecer, pela quase estagnação visual, assim como por ser praticamente o mesmo jogo sem conteúdo que possa realmente ser considerado novo. Mas, para todos aqueles que não tiveram a oportunidade de o jogar dado o seu “insucesso” comercial, esta é uma oportunidade excelente para o fazerem, principalmente se tiverem amigos que partilhem do mesmo gosto por jogos Beat ‘em up, estilo revalorizado nesta obra. Desde a banda sonora aos visuais, ao combate… chegando ao carisma dos personagens, esta é uma aventura que merece ser jogada pelo seu todo e por toda a diversão que a si está associada!

Do que gostamos:

  • Visuais únicos;
  • Banda Sonora;
  • Extremamente viciante e divertido;
  • Modo cooperativo.

Do que não gostamos:

  • Sem novidades em relação à versão original;
  • Online bloqueado de início.

Nota: 9/10


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